Ano e modelo do veículo são as duas datas que aparecem no documento e nos anúncios: o ano de fabricação, em que o carro foi montado, e o ano-modelo, que identifica a versão do projeto. Um carro fabricado no fim de um ano pode ser vendido como modelo do ano seguinte — daí a grafia comum com os dois valores separados por barra.
Por que existem duas datas
A indústria antecipa o ano-modelo para acompanhar mudanças de projeto e para posicionar o carro como "mais novo" no mercado. A legislação define até quando um carro fabricado num ano pode ser registrado como modelo do seguinte. Para o comprador, o ano-modelo pesa mais no valor de revenda.
Impacto no valor e nos custos
- Tabela de referência de preço usa o ano-modelo.
- IPVA e isenção por idade consideram o ano de fabricação em muitos estados.
- Seguro pode usar uma ou outra data, conforme a apólice.
- Inspeção veicular, quando exigida, segue o ano de fabricação.
Por que importa na oficina
O ano-modelo identifica a versão do projeto — motor, câmbio, módulo eletrônico, sistema de freio — e, portanto, a peça correta. Muitas famílias de carros mudam componentes entre um ano-modelo e outro sem alterar o visual. Pedir peça "para o carro de tal ano" sem confirmar o ano-modelo e o chassi é fonte comum de peça errada.
Chassi como confirmação
O número do chassi traz, em uma de suas posições, o ano-modelo codificado, além de identificar fábrica, versão e sequência de produção. Consultar por chassi é a forma mais segura de garantir compatibilidade de peça e de acessar informação técnica do fabricante.
Como usar o dado na oficina
Cadastrar as duas datas e o chassi no registro do veículo evita erro de peça, agiliza orçamento e permite consultar procedimentos de reparo corretos. E ao avaliar carro usado para o cliente, conferir se as datas do documento batem com as do chassi e da etiqueta é verificação básica contra fraude.
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