Camisa de cilindro é a superfície interna onde o pistão desliza. Ela precisa combinar resistência ao desgaste, capacidade de reter uma película de óleo e boa condução de calor.
Construções diferentes
- Bloco de ferro fundido, com os cilindros usinados no próprio material.
- Camisa em ferro fundido, seca ou úmida, inserida no bloco de alumínio.
- Parede com revestimento aplicado diretamente sobre o alumínio, por processo térmico ou eletroquímico.
A distinção é decisiva na hora do reparo: cilindro com revestimento aplicado geralmente não admite usinagem convencional, porque o processo removeria a camada de trabalho. Camisa úmida pode ser substituída sem usinar o bloco.
Identificar a construção antes de orçar uma retífica evita prometer um serviço que aquele motor não comporta.
O acabamento tem função
A superfície não é lisa: apresenta um padrão de riscos cruzados que retém óleo e permite o assentamento dos anéis.
Esse acabamento é obtido em processo específico e se perde com o desgaste. Um cilindro polido pelo uso não retém óleo adequadamente — o que aumenta o consumo mesmo com anéis novos.
O que avaliar
- Diâmetro em vários pontos e alturas, nos quatro cilindros, verificando desgaste, ovalização e conicidade.
- Presença do padrão de acabamento.
- Riscos profundos ou marcas de engripamento.
- Projeção da camisa acima da face do bloco, nas camisas úmidas.
- Comparação com os limites do fabricante.
Anéis novos em cilindro gasto não resolvem
É um dos erros mais comuns em reparo de motor. Sem a geometria e o acabamento adequados, os anéis não vedam — e o serviço volta com o mesmo consumo de óleo.
Corrija a causa do desgaste
Filtro de ar deficiente, óleo além do intervalo, diluição por combustível em percurso curto, superaquecimento recorrente e detonação persistente aceleram o desgaste da parede. Recuperar o cilindro sem corrigir a origem repete o desfecho.
Quer organizar sua oficina de verdade?
Receba uma demonstração do CarFix aplicada à rotina da sua oficina. Seus dados serão usados apenas para este contato.